quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Folgado como um gato

Como muitos sabem, o bairro tem uma infinidade de lojinhas de "cacarecos", todas muito parecidas. Geralmente, exclusivas para o mercado feminino, elas contam com um milhão de bolsas penduradas, zilhões de guarda-chuvas, lenços, chapéus pelas prateleiras, e muitas, muitas caixas com itens para o cabelo e acessórios (brincos, pulseiras, colares, etc). Todas também tem gôndolas externas, na calçada mesmo, com roupas baratinhas, todas amontoadas e jogadas uma por cima da outra.

Eis que, pontualmente entre 18h/19h da noite, um lindo e fofo gato preto e branco tira seu cochilo em uma fofa e aconhegante gôndola de blusinhas - e mesmo com um monte de mulheres curiosas e até fazendo carinho em sua cabeça - nada o abala: ele nem se mexe.

PS - outro dia olhei pra dentro da loja e lá estava a caixa de transporte. ou seja, o dono da loja deve levar o gatinho para trabalhar com ele todos os dias.

PPS - para quem quiser conhecê-lo, a loja é na Siqueira Campos, pertinho do Mundial!

terça-feira, 29 de março de 2011

Sempre tem um louco

Na quinta-feira, como de praxe, fui para o ponto de ônibus (na Barata Ribeiro) às 8h30 da manhã. Havia um homem de calça jeans, chinelo e camisa de botões com fones no ouvido, uma mala aos pés e parecia gesticular e falar muito com outra pessoa do lado da rua. Claro que não havia ninguém do outro lado... Ele estava nervoso, falante, ao mesmo tempo se balançando com a música: não tive dúvidas que era maluco.

Sexta-feira, como de praxe, fui para o ponto de ônibus... às 8h30 da manhã... e lá estava ele! No mesmo lugar, com a mesma roupa, a mala, os fones nos ouvidos, se sacudindo como se tivesse ao som de um rock e - novamente - falando com alguém do outro lado da rua.

A princípio achei que ele poderia estar ali há 24h initerruptas - meu marido acha que o encontro com a tal pessoa do outro lado da rua é as 8h da manhã, todos os dias, naquele ponto de ônibus.

Faz sentido: ontem, segunda-feira, como de praxe... ele estava lá. Mas agora, ainda mais caracterizado: ouvindo seu som enlouquecidamente com um look novo - uma jaqueta de couro preta.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Direto da fazenda

Hoje de manhã, alguns pontos entre a Siqueira Campos, Tonelero e Barata Ribeiro foram invadidas por vendedores de mel. Eles estavam estrategicamente um em cada canto das ruas, com carrinhos de feira cheio de garrafas (dava pra notar que era bem caseiro, tanto que uma das garrafas era de Pepsi antiga).

Pareciam fantasiados: camisa xadrez, chapéu de cowboy e falavam baixinho "olha o mer.. olha o mer de abeia". Fofo.

Senhora com cachorro

Copacabana tá cheio de senhorinhas com seus indefectíveis cachorrinhos (geralmente poodles ou pincher) passeando pelas ruas.

Ontem deparei com uma que tinha em suas coleiras dois pincheres. Olhei de perto e vi uma bolinha brilhante na orelha de um dos cãezinhos. ME ABAIXEI para acreditar no que estava imaginando: sim, as orelhas eram furadinhas...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pra fora de casa

8h30 da manhã, Barata Ribeiro: um senhor passeia com seu poodle e fala ao telefone. "-Rapaz, ela tirou até a chave de mim! Eu só entro em casa quando ela quer. Quando não quer, eu tenho que dormir no carro!"

Será que pelo menos o poodle pode entrar em casa?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lan House

Placa na porta de uma Lan House dentro do Shopping dos Antiquários: "PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS SEMI-NUAS". Ok.... vou colocar a calça antes de entrar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Virada do ano mais cedo

31 de dezembro, 21h - Da janela do meu apartamento, vimos um adolescente derrotado pelo álcool, sentado no chão e diversos amigos ao redor, tentando reanimá-lo.

31 de dezembro, 21h10 - Ao voltarmos à janela, o adolescente estava na mesma posição, porém agora sozinho, abandonado pelos amigos.

Namorados

Um casal anda velozmente pela Siqueira Campos, e de longe ouvia-se a discussão. A menina, com ódio e decepção nos olhos, mandou: "Sabe o que me deixa mais triste? É saber que existe um lado filho da puta em você".

O rapaz nada respondeu, mas dava pra ver o orgulho saindo do seu peito e o balãozinho de pensamento "agora que você descobriu?".

Lichias, pode provar

Em época de Natal/Ano Novo, os camelôs inovam e trazem frutas e produtos que não vemos o ano inteiro. Não sei se sempre foi assim, mas a febre dessa vez foi a lichia, pequena fruta vermelha com uma casquinha grossa - uma delícia em caipirinhas.

Eis que, ao longo de 335484 camelôs vendendo a tal frutinha na Av Nsa Senhora, me deparo com uma senhora que tinha uma placa em sua barraca: LICHIA 0,50 CENTAVOS A PROVA.

Ela devia estar cansada de dar tantas provinhas e nessa ter perdido tanto dinheiro...