terça-feira, 29 de março de 2011

Sempre tem um louco

Na quinta-feira, como de praxe, fui para o ponto de ônibus (na Barata Ribeiro) às 8h30 da manhã. Havia um homem de calça jeans, chinelo e camisa de botões com fones no ouvido, uma mala aos pés e parecia gesticular e falar muito com outra pessoa do lado da rua. Claro que não havia ninguém do outro lado... Ele estava nervoso, falante, ao mesmo tempo se balançando com a música: não tive dúvidas que era maluco.

Sexta-feira, como de praxe, fui para o ponto de ônibus... às 8h30 da manhã... e lá estava ele! No mesmo lugar, com a mesma roupa, a mala, os fones nos ouvidos, se sacudindo como se tivesse ao som de um rock e - novamente - falando com alguém do outro lado da rua.

A princípio achei que ele poderia estar ali há 24h initerruptas - meu marido acha que o encontro com a tal pessoa do outro lado da rua é as 8h da manhã, todos os dias, naquele ponto de ônibus.

Faz sentido: ontem, segunda-feira, como de praxe... ele estava lá. Mas agora, ainda mais caracterizado: ouvindo seu som enlouquecidamente com um look novo - uma jaqueta de couro preta.